No Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher, Sindsaúde-ES destaca o papel do SUS no atendimento às vítimas e a importância de fortalecer a rede pública de proteção.
A violência contra a mulher não pode ser silenciada, naturalizada ou tratada como um problema restrito à vida privada. É uma violação de direitos que exige o compromisso de toda a sociedade e a atuação permanente do poder público para prevenir agressões, acolher as vítimas e garantir proteção.
Neste 10 de outubro, Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher, o Sindsaúde-ES reforça a importância de políticas públicas efetivas, serviços de atendimento estruturados e uma rede de proteção capaz de responder às necessidades das mulheres em situação de violência.
A violência pode se manifestar de diferentes formas, incluindo agressões físicas, violência psicológica, sexual, moral e patrimonial. Em muitos casos, o medo, as ameaças, a dependência financeira e a falta de apoio dificultam a busca por ajuda. Por isso, acolher sem julgamentos e evitar a culpabilização das vítimas são atitudes fundamentais.
O SUS também faz parte dessa rede de proteção
Os serviços de saúde podem representar uma oportunidade importante para identificar situações de violência e oferecer às mulheres escuta qualificada, atendimento humanizado e orientação sobre os caminhos disponíveis para buscar proteção.
Trabalhadoras e trabalhadores da saúde desempenham papel relevante nesse processo. Para que o atendimento aconteça com qualidade e segurança, é necessário investir na estrutura dos serviços, na capacitação das equipes, na articulação com a rede de proteção e na valorização dos profissionais que estão na linha de frente.
O enfrentamento da violência, portanto, não depende de uma única instituição. Exige integração entre saúde, assistência social, segurança pública, Justiça e demais serviços responsáveis pela garantia de direitos.
Denunciar, acolher e proteger
Enfrentar a violência contra a mulher também significa combater o silêncio e a naturalização de comportamentos abusivos. Familiares, amigos, colegas de trabalho e toda a comunidade podem contribuir ao acolher as mulheres, oferecer informações confiáveis e buscar ajuda diante de situações de risco.
O Sindsaúde-ES reafirma seu compromisso com a defesa da vida, da dignidade e dos direitos das mulheres, além do fortalecimento dos serviços públicos essenciais ao acolhimento e à proteção.
Nenhuma mulher deve enfrentar a violência sozinha. Combater essa realidade exige responsabilidade coletiva, políticas públicas e compromisso permanente com a proteção da vida.
Onde buscar ajuda:
- Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher, gratuita e disponível 24 horas, para orientação e denúncias.
- Ligue 190: Polícia Militar, em situações de emergência ou risco imediato.
Por Yohann Doná Telles
Jornalista – MTB 3830/ES






