Sobrecarga, jornadas exaustivas e equipes reduzidas reforçam a necessidade de condições dignas de trabalho e de políticas de proteção à saúde mental dos profissionais da saúde.
A saúde mental dos trabalhadores e trabalhadoras da saúde precisa ser tratada como prioridade. Neste 10 de outubro, Dia Mundial da Saúde Mental, o Sindsaúde chama a atenção para uma realidade que afeta quem está diariamente na linha de frente do atendimento à população: a sobrecarga de trabalho, a pressão constante, as jornadas exaustivas e o desgaste emocional.
Cuidar de pessoas exige preparo, responsabilidade e dedicação. Mas esse compromisso não pode significar o abandono das próprias necessidades. Profissionais que lidam diariamente com a dor, o sofrimento e situações de emergência também precisam de acolhimento, descanso e condições adequadas para exercer suas funções.
A falta de profissionais e a insuficiência das equipes podem ampliar a pressão sobre quem permanece no serviço, tornando ainda mais difícil conciliar as demandas do trabalho com o próprio bem-estar. Por isso, a promoção da saúde mental não pode se limitar a recomendações individuais: também exige medidas concretas nos ambientes de trabalho.
Para o Sindsaúde, valorizar os trabalhadores e trabalhadoras significa defender equipes fortalecidas, dimensionamento adequado de pessoal, respeito aos direitos, condições dignas e iniciativas de prevenção e apoio à saúde mental.
Proteger quem cuida também é fortalecer o SUS. A qualidade do atendimento à população está diretamente relacionada às condições oferecidas a quem realiza esse trabalho todos os dias.
Neste Dia Mundial da Saúde Mental, o Sindsaúde-ES reforça que nenhum profissional deve ser obrigado a ultrapassar seus limites para dar conta de uma estrutura insuficiente. A saúde mental de quem cuida precisa sair do discurso e ocupar o lugar de prioridade nas políticas e nas relações de trabalho.
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Por Yohann Doná Telles
Jornalista – MTB 3830/ES






